Coaching ou terapia?

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Coaching ou terapia?

Algumas pessoas têm me perguntado se devem fazer um ou outro, já que é um investimento e que nem sempre é possível arcar com os dois juntos.

Dizer que na terapia trabalha-se questões pessoais e no coaching questões profissionais, é um engano, pois pode-se falar de trabalho na terapia, assim como é perfeitamente possível direcionar o processo de coaching para a vida pessoal.

O que acontece é que como a busca pelo coaching com foco profissional/carreira está em alta, logo se dá a inferência: Terapia – vida pessoal Coaching – vida profissional

Pois bem, vou falar aqui de algumas diferenças entre os dois processos:

A terapia, para ser eficiente, precisa trazer à tona a história de vida, o contexto familiar, os amores e desamores, traumas e as consequências deles na nossa vida hoje, entre outros. Só assim, é possível resolver os entraves para seguir em frente. Isso requer aprofundamento e, para isso, o tempo investido é maior e os resultados obtidos nem sempre são mensuráveis.

O terapeuta pergunta “por que?”, pois é preciso analisar o conteúdo trazido pelo cliente para chegar a um diagnóstico assertivo e decidir pela melhor intervenção a ser feita. Como o caráter é clínico, as disfunções ou transtornos são de ordem psicológicas ou psiquiátricas e o tratamento geralmente é realizado por um psicólogo e/ou psiquiatra.

O coaching é o desenvolvimento de uma competência comportamental. Aprofunda menos que na terapia e tem um foco específico. Em função disso, é possível ter o resultado esperado em um período mais curto, que normalmente varia entre três e quatro meses.

O olhar no processo de coaching é para o futuro, e por isso a pergunta feita pelo coach (profissional que conduz o coaching) é “como?”, utilizando-se de ferramentas para chegar à solução. Precisa haver meta e o cliente não precisa chegar com ela definida, mas precisa trazer um “problema”. Aqui, os resultados são específicos e mensuráveis.

Tanto o coaching quanto a terapia são ricas fontes de desenvolvimento individual. O importante é procurar por especialistas, para qualquer uma das alternativas. A indicação de conhecidos é um bom critério para balizar a sua escolha, assim como sentir-se à vontade e ter confiança no profissional é decisivo para o sucesso do trabalho.

Cheque se há um alinhamento entre o método de trabalho do profissional (coach ou terapeuta) e as suas crenças e expectativas sobre o processo. Isso aumenta a sua chance de, efetivamente, “pagar pelo que contratou” e ficar satisfeito com o resultado.

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